domingo, dezembro 24, 2006

Acordado

De todos os sonhos que tive, foi o melhor,
voava num céu estrelado,
sentia o vento em meu rosto,
o poder de romper as núvens,
o poder de ir o mais longe,
estar bem perto de Deus.

Fazia malabarismos no ar,
me fez chorar de alegria,
de um modo nunca sentido,
de um modo que não poderei mais sentir.

Via as pessoas miúdas,
toda a gente apressada,
toda a felicidade fútil,
toda a tristeza profunda,
me sentia superior, diferente.
Sim, eu posso voar.

Um sonho feliz,
um sonho muito feliz,
permanecia de olhos fechados para que ele não fosse embora,
mas, ele ia sumindo, sumindo, sumindo...

Desde o início acordado.
Tudo foi um sonho sorrateiro,
que por maldade do meu subconsciente,
só apareceu no finalzinho do sono
mas, fechava os olhos bem apertado,
para que ele não fugisse.
Em meu coração era realidade,
em minha mente era realidade,
eu acreditava nele com toda força,
até que você destroiu minha fantasia, implacável despertador.
A distância entre nós dois me fez sentir mais dor ainda.
Meu braços largos não alcançam,
meu coração não consegue voltar no tempo,
minha imaginação não consegue recriar tudo de maravilhoso que tinha no sonho.
É...tudo não passou de um sonho,
um daqueles sonhos acordados.







Será que tudo não passou de uma ilusão? Sim, eu sei...